Drummond
fala...
Para
você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo
sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido, talvez ou sem sentido) para
você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos
percebidas (a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se
passeia. se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? Passa telegramas?)
Não
precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não
precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas, nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança, a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo
claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com
cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito
augusto de viver.
Para
ganhar um Ano Novo que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e
espera desde sempre.
Postado por Muriel Molina
Litha/ Yule – 25/26
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